A little old fashioned, and a little modern. A little traditional, and a little bit punk rock. A unique woman like you needs a city that offers everything. No wonder you and London will get along so well.
A vida é injusta. Facto. Ou não! Pior é haver pessoas que são injustas com a vida que têm...
Há um ano atrás houve um tsunami que destruiu paisagens lindas e a vida de tanta gente que já pouco tinha. Justo era ter acontecido num local onde as pessoas maltratam a Natureza, ou simplesmente não ter acontecido. Fazer o quê? Andar para a frente, reconstruir, começar de novo.
Que moral teremos nós, neste canto abençoado, de nos queixarmos? Sim, com os problemas dos outros podemos nós bem... mas não custa abrir um pouco mais os olhos e perceber quão afortunados somos.
O segredo é ver felicidades, ainda que pequeninas, em tudo que nos rodeia. Se não damos valor ao que temos, dificilmente encontraremos justiça onde quer que seja.
sábado, dezembro 24, 2005
FELIZ NATAL!
Aos amigos de sempre, aos que reencontrei, aos que entraram na minha vida agora e aos que ainda não tive oportunidade de conhecer em pessoa, desejo um Natal cheio de Paz e Amor, com muita saúde e alegria, e que tudo isto duplique em 2006!
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Pena de morte. É frequente pensarmos sobre esta questão. Perante o caso de duas "pessoas" que tudo indica terem maltratado e VIOLADO uma menina de dois meses não completos, que vai ficar provavelmente cega e com lesões cerebrais, se conseguir sobreviver, alguém levanta o dedo para dizer que não à pena de morte? Eu defendo que nem por corredor nenhum eles passavam, haviam de morrer já e também não era cá com injecções nem gás! Afinal que pena pode ser aceitável para quem quase mata uma criança de 50 dias, que comprovadamente foi maltratada desde o primeiro dia que entrou em casa???
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Como costumo dizer, a vida tem formas de nos mostrar quem manda. Para o bem e para o mal. A questão do ovo e da galinha aplica-se na perfeição à dúvida existencial: sofremos para merecer algo bom ou pagamos o que de bom acontece? Se no post anterior parecia ter certezas, hoje já não tenho... Como muito bem dizem os meus aplicados comentadores, temos que aproveitar os momentos bons... se sofremos para trás ou para a frente, logo se verá. Não se pode pensar nisso.
Hoje achei-me especialmente bem disposta. Sei lá porquê! Estava alegre, divertida... será o Natal, será algo orgânico, não sei. À vinda para casa deparei com um personagem que me comove desde o primeiro dia em que o vi. Um menino, talvez romeno, loirinho de olho azul, sorriso triste, que costuma pedir esmola na zona onde almoço. O mesmo menino brincava hoje com um daqueles boneco que dentro tem Pez. As pastilhas espalhadas num degrau e ele a contá-las e a meter na embalagem com cabeça de pato. Ria, falava com a mãe, que esperava o mesmo autocarro que eu. Já dentro do veículo, com mais umas dezenas de pessoas, todos apertados, surpreendeu-me a simpatia dos portugueses para com aquele menino. Sorriam-lhe, falavam com ele. Pensei que o confundiam com alguém "de cá". Não: perguntava um velho se ele gostava mais daqui ou do país dele, e ele respondia que gostava mais daqui. Aqui, onde já o vi pedir esmola e vi recusarem-lha com ar de desdém... Naquele autocarro parecia um mundo diferente, bom, solidário e fraterno. Quis o destino que uma senhora desse o lugar ao lado de onde eu estava à mãe do menino e ela sentou-se com ele ao colo. Os grandes olhos azuis, tantas vezes tristes, riam. A mãozinha, de unhas sujas de criança, tocou a minha. Sorri. A partir daí brinquei com ele, falei com ele, pareceu-me outra criança. Saí daquele autocarro muito mais feliz, sem que nada realmente tivesse mudado. Porque apreciei o momento, a alegria do garoto inspirou-me, pronto. A minha vida continua igual e a dele também. Mas valeu pelos sorrisos!
terça-feira, novembro 08, 2005
Toda a gente me pergunta o que quero da vida. A maior parte do tempo quero que a vida me deixe em paz, não quero nada dela. Porque tudo o que ela dá, cobra. Porque nunca temos o que merecemos. Não, o que temos havemos de pagar... não há felicidade possível no mundo em que vivemos. Quero viver sem precisar de dinheiro, quero comer quando tenho fome, dormir quando tenho sono, apanhar Sol como um lagarto, mais nada. Sempre! Quero ficar em casa e fugir para muito longe, quero ficar sozinha e estar com toda a gente ao mesmo tempo. Quero encontrar-me, porque é a única coisa que me falta... e que faz faltar tudo o resto! E a vida não tem nada a ver com isso!
terça-feira, novembro 01, 2005
Não sei por onde começar. Tenho um monte de coisas que me apetece contar e comentar. A EDP, os CTT, o referendo do aborto... acho que vou mesmo seguir esta ordem.
A minha saga com a EDP começou quando achei que lucraria ao aderir à tarifa bi-horária. Marcaram a mudança de contador para uma quita-feira. Adiei para sexta. Recebi um mail a confirmar que viriam nesse dia. Na quinta, pelas 15h30, recebo um telefonema a avisar que estavam aqui à porta de casa. Informei que tinha adiado. Na sexta passei a tarde em casa e ninguém apareceu. Segunda-feira reclamei. Depois de 3 telefonemas, cheg+amos ao consenso de ter que marcar outro dia e de me creditarem 15 euros de compensação. Marque outro dia pela net. Nem mail nem gente a confirmar nada. Dei o caso como perdido. Na semana passada telefona-me outra menina, a perguntar se eu não tinha já o contador instalado... tanto quanto eu sabia, não, não tinha... mais me informa a jovem que no sistema diz que já tenho... para verificar quando chegar a casa. Chegada a casa, abro a porta dos contadores... e a porta seguinte encontra-se selada! Como vou verificar se está ou não um contador novo lá metido? Há que usar de tudo para abrir... força, chave de fendas... depois de muito esforço, algo se parte e a porta abre, batendo-me no rosto e partindo-me a haste dos óculos! E lá estava o famoso contador, que agora me fará poupar rios de dinheiro para pagar uns óculos novos... Ah! Os 15 euros ainda não os vi...
Com os CTT também tive uma aventura. Recebi um normal aviso para levantar uma encomenda na estação na minha zona de residência. Como o horário da mesma é incompatível com o meu, decidi pedir o reencaminhento para a estação perto do emprego. Fiz pela net, como faço quase tudo o que pode ser feito. Dois dias depois dirigi-me à estação dos correios com o aviso e é-me dito que não se fazem reencaminhamentos de encomendas enviadas por CTT Expresso. Volto ao emprego e telefono para a estação primeira. Que sim, que a encomenda tem que lá estar porque realmente não se reencaminham envios expresso. Dia seguinte, levo o carro para o emprego, saio à hora em ponto, meia hora antes da estação fechar. Na porta da estação pára uma camioneta, dois minutos antes das 7. Tenho que estacionar e entrar antes das 7, claro. Acho que o carro passa, viro, acelero para estacionar na rampa e... parto o plástico do pisca! Dezenas a olhar para mim na paragem e eu a fingir que não foi nada, páro o carro e lá vou para dentro da estação. Aviso em cima da mesa, de repente dei por mim e toda a gente na estação (que entretanto tinha fechado) estava à procura da mesma coisa: a minha encomenda. No sistema informático tinha coisas fantásticas como "objecto mal endereçado", e eu com o aviso na mão e a morada direitinha lá... Meia hora depois, a chefe da estação lembra-se que talvez seja eu a menina que telefonou de tarde a confirar se tinham reencaminhado ou não aquilo... então é porque reencaminharam, não deviam, mas reencaminharam... Dia seguinte, vou de novo à estação segunda. Nada lá. Mas a menina Andrei lá me fica com o número de telefone para avisar se lá chegar alguma coisa. mando amil para os serviços centrais a reclamar. Respondem a dizer que a encomenda foi devolvida ao remetente. Telefono para o remetente a avisar. Dois dias depois telefona-me a menina Andreia a dizer que acabou de lá chegar a encomenda!!! Escuso-me a comentar mais alguma coisa...
O referendo sobre a despenalização do aborto só vai ser feito em 2006, se for... O Governo diz que se calhar se muda a lei na assembleia sem referendo. O bispo diz que o povo tem que se manifestar sobre o assunto. A Maria, que vive em Sarilhos de Baixo, vai descobrir daqui a uns dias que está grávida do oitavo filho porque o preservativo rompeu. Decide abortar. O que tem o governo, o povo ou o bispo a ver com isso? Nada, porque a Maria até tem uma médica de família que lhe facilita a vida com um medicamento porreiro... e se a médica por acaso não resolver, há a costureira lá da aldeia que lhe faz o serviço em troca de uns 30 euros. Claro que a Maria pode ter complicações e vai gastar uns milhares aos contribuintes para ser tratada depois num hospital à maneira. Com azar até vai a julgamento por ter abortado, gastando mais uns milhares. Mas os homens deste país decidiram que são contra o aborto e nunca terão de abortar...